Monday, February 28, 2011

O Rock'n'Roll Acabou

O Rock'n'roll acabou
As luzes foram apagadas
Só sobraram as restías perfumadas
A fumaça artificial da máquina
Garrafas de vinho e cerveja vazias
E vídeos em baixa resolução do Show
No lixo uma guitarra queimada
O rock'n'roll acabou.

O rock'n'roll Acabou!
O meu dinheiro acabou...
O meu cachorro se matou
O cubo de baixo pifou
A banda já foi embora
E o vinho  também acabou
Nâo há mais música alguma
O Rock'n'roll acabou!

O rock'n'roll... acabou...
Só sobrou a distorção
Todos foram expulsos
Quem pagou e não pagou
Os amigos foram expulsos
As góticas ferem os pulsos
As garotas foram embora
E um metaleiro chorou
Não há mais sexo e nem drogas
O rock'n'roll... Acabou...

Thursday, January 25, 2007

- SUBSERVIÊNCIA COM OS GRANDES E ARROGÂNCIA COM OS PEQUENOS -

Foi gente que nunca suportei: Promotor, sacristão, cachorro e soldado de polícia. Mas tem um tipo que é a mistura desses quatro piorados, e que é imediatamente pior do que gente submissa: gente que submete. Gente que tem mania de pensar que sua posição de “superioridade” nas vigentes hierarquias sociais lhe dá uma espécie de certificado de superioridade nos campos filosófico e prático, quando na verdade só existe uma espécie de contrato em que o infiliz que teve a má sorte de ser inferior se imbuiu da tarefa de fingir que sabe menos do que o seu “superior”, que se vale de ter vivido as situações antes para também fingir que é o mais esperto e tem o direito de mandar. Por mais que o “inferior” seja o próprio João grilo e o “superior” seja o nada mais que ricaço Major Antônio Morais.
A esse fenômeno damos o nome de moralzinha.
A titulo de esclarecimento estatístico, a moralzinha é um fenômeno muito comum em todas as regiões do planeta e em todas as estações do ano, mas sofre uma baixa significativa durante o verão, já que é a época em que geralmente cessa o período letivo. E é relativamente comum em todas as faixas etárias, mas merece especial atenção em uma determinada faixa, já que a incidência da moralzinha é praticamente absoluta.
É claro que me refiro aos adultos. Não podiam ser outros senão essas pestes superdesenvolvidas e em idade produtiva. Afinal de contas, eles são responsáveis pela nossa filosofia, eles são os donos da imprensa e da mídia, eles são os donos da maioria das residências, eles são os donos do nosso conhecimento, eles são os donos dos meios de produção, eles são os donos do sistema capitalista, enfim, os donos da compra e da venda. Eles são os donos da nossa vida, eles são donos da verdade, eles são donos do mundo.
Os adultos são fortes, práticos, ágeis, responsáveis. E completamente burros. Tapados mesmo. Parece absurdo, mas não é.
E é por causa dessa burrice que eles têm a idéia fixa de que todos os indivíduos de outras idades têm de se curvar a eles, têm de prostrar-se aos seus caprichos doentes, e justamente por isso eles praticam constante e imoderadamente a moralzinha.
Basicamente, a moralzinha tem dois aspectos vitais:
I – é a manifestação mais irracional do orgulho atroz que corrói corações e mentes de todos os adultos, que, para não ter que pensar numa justificativa para seus atos irracionais, até porque nem querendo eles conseguiriam então se valem de sua posição de engrenagem incorrosível do mundo todo como uma garantia de que estão certos. E PRONTO! FIM DE PAPO! ENGOLE O CHORO!
PS: também é uma forma de mostrar autoridade, dizendo que não tem que dar satisfação porque afinal o adulto é o fodão e nos não somos nada.
II – é uma forma de manter intocada a sua posição de classe dominante e insubstituível, para que nunca deixemos de depender deles, ou, pelo menos, para que a gente não perceba que nunca foi.
Só que os adultos, do alto de sua superioridade, jamais poderão perceber que eles não são mais inteligentes e nem mais aptos do que nós, pobres mortais que não amadureceram ou que já estão podres. Aháááá!!!! Vocês não contavam com a minha astúcia nem com a do Chapolim Colorado!!
A única coisa com o que os adultos contam de verdade para exercer sua moralzinha: eles são mais vividos. Ou como eles gostam de dizer, mais experientes.
Os “maduros” aprenderam tudo o que achavam que tinham de aprender para perseguir seu ideal frívolo de “subir na vida” e sistematizaram tudo isso, como um programa, muito prático, mas não editável. Eles tipo “ziparam” todos os seus dados, formataram seu cérebro e o atrofiaram.
As crianças têm um cérebro completamente disforme, e quase vazio, mas assimilam tudo muito rápido. Como é conveniente que os adultos sejam superiores, eles fornecem às crianças todos os meios necessários para que eles não tenham que evoluir mais do que o permitido; e os velhos, além de serem burros como os adultos, são “inúteis como as crianças, porque já foram todos os dois, e agora sofrem com a sua invalidez em um canto qualquer, sujeitos à mesma rejeição a que sujeitaram outros velhos quando adultos.[
Então, quem está de fato apto para tomar o poder dos adultos somos nós adolescentes, que estamos na puberdade, que na verdade é outra invenção dos adultos, porque a puberdade começa quando a gente nasce e acaba quando a gente morre. E a maioria de nós acaba acreditando mesmo, como aquelas mocinhas que se vestem igualzinho à mãe e vão pra igreja direitinho, ou aqueles rapazes de 18 anos que não chegam depois das 7:30 em casa nem de vez em quando, ou que os pais não deixam. Felizmente alguns de nós se rebelam contra a moralzinha, mas não raras vezes a gente acredita na imagem que criam de que somos Rebeldes Sem causa. Humpf! Rebeldes sem causa são aqueles mexicanos desgraçados. Nós somos mais inteligentes do que pensamos, temos capacidade de adquirir massa muscular, temos muito mais ânimo, mais tutano, afinal, como a gente tá em faze de crescimento a gente se dá ao direito de comer pra caramba, a gente tem hormônios que não acaba mais, e não somos atrofiados. Aprendemos o quanto queremos, criamos e recriamos, não nos prendemos ao padrão, que atrasa.
Enfim, caras, já ta na hora de a gente assumir o comando dessa nave desgovernada.
Nosso consolo é que se isso não acontecer nessa geração, em poucos anos nós também seremos adultos e poderemos exercer nossa moralzinha contra nossos filhos e netos. D.b.

Monday, January 22, 2007

nERDs pARTE I - a tarjeÓria dO teRroR

Dia 24 de setembro de 2006. Estádio mane garrincha, em Brasília. Milhares de pré-adolescentes, adolescentes e adultas que ainda são tão idiotas quanto adolescentes faziam uma coreografia familiar, com gravatinhas roxas no pescoço que eram lembrancinhas do show em que estavam. Era o aclamado grupo mexicano Rebeldes, que era tão ruim quanto suas próprias dublagens, e que, sob o código de RBD, estendia seu império de alienação através de numerosas franquias e participações gigantescas em programas dominicais de toda a América latina.
Mas naquela noite de culto à idiotia e, porque não dizer, ao corpo e à pecaminosidade, sendo que também muitos meninos ali foram só pra ver as cantoras em suas mini-roupas e decotes (mas não os culpo. Ai, já reparou nas pernas daquela Roberta...deus meu , caham, digo...que sem-vergonhice, né?) dizia eu, naquela noite de vilezas, algo de extraordinário aconteceria, soturnamente primeiro, com estrondo depois. Afinal, quem imaginaria que no meio de tantos ingressos vendidos para as camadas mais idiotas da população, três teriam sido vendidos para aqueles três adolescentes que se autodenominavam de NERDs? Ninguém, até por que estes três estavam devidamente caracterizados e uniformizados com aquela turba de mentecaptos! Mas somente porque era por uma causa nobre. Em outra situação jamais trajariam tais vergonhas. Antes andassem nus!
Os NERDs marcariam história em Brasília para todo o sempre.
Cena aparentemente típica. Fãs desesperados e chorosos estendem os braços à beira do palco. Faixas no cabelo com I CORAÇÂO rebelde, faixas na mão do tipo chama eu. Aquelas cantoras gost... Quer dizer, ordinárias apontam três meninos para o segurança, os mais animados. Os seguranças descem até a platéia. Abrem as pequenas grades do curralzinho na primeira fila. Fazem um sinal para os três pseudo-fãs. Eles sobem, pseudo – histericamente. Abraçam os cantores mexicanos. Entreolham-se. Fazem um sinal pré-combinado. Um saca de uma arma. E pulam em cima daqueles otários. Mandam-nos ficar nus e amarram-nos num canto. A multidão perplexa fica agitada. Xinga. Ameaça. Promete invadir o palco. Mas os NERDs contêm a multidão ameaçando os gravata-froxa. Um pega um microfone e se dirige à turba.
- se vocês quiserem que esses patifes continuem com as gravatas frouxas, sigam nossas instruções. Qualquer ato de rebeldia será penalizado. Primeiro eu quero que vocês dêem um pulo e gritem hey.
A multidão pula e grita hey. Os nerds caem na risada. Um dos gravata-froxa pergunta:
- pra que isso serve?
- pra nada, eu só achei engraçado, um bando de idiotas pulando e gritando hey.
- Agora nós vamos escutar essa música até o fim. Toca aí, DJ!
O Lelé, o DJ a que se referia O Magnânimo, tocou uma música do Nirvana, “you know you’re right”, e durante alguns minutos a magnífica música ressoou pelas potentes caixas de som que pouco antes fora maculada pelo som vendido e manjado daqueles pseudo-rebeldes. Lá embaixo aqueles acéfalos faziam expressões de contrariedade as mais variadas e esdrúxulas.
- não gostaram não, seus mentecaptos? Agora a gente vai de Betthoven.
O Lelé toca a nona sinfonia no CD player. Entram umas bailarinas e começam a fazer piruetas no palco gigantesco dos rebeldes.
- boa noite, ordinárias criaturas do senhor. Nós somos os extraordinários NERDs. E vocês, à título de classificação, são o que se chama de energúmenos. Neste momento, milhares de NERDs estão em marcha progressiva pelo plano piloto para poder pegar pessoas pobres(uma aliteração sem querer!que massa, a minha primeira) de espírito com vocês . os NERDs foram fundados no ano 2006 da era cristã do período geológico cenozóico pelos três generais supremos do nerdirismo que somos eu, Devana Babu, O Magnânimo, ele ali, Lelé, O Lelé, e o nosso companheiro Henrich, O Ob-escuro, que infelizmente não está conosco porque foi se unir à um grupo de meninas gostosas que se dedica à causa pouco nobre de desviar os garotos puros do caminho do senhor, mas logo foi substituído por Dave, O Sardinha. Desde então, viemos recrutando pessoas que se identificassem com a nossa causa e nosso estilo de vida, que tem como máxima única: “Não Somos Energúmenos Nem CDFs, somos NERDs!e vocês não são NERDs nem CDFs, vocês são os próprios energúmenos!O Lelé, por favor!
- muito obrigado, O Magnânimo. Agora o show principal! Primeiro os RBDs vão ter que recitar poesias de Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos.
Os rebeldes vão à frente e recitam muito a contragosto as poesias que lhes são tão incompreensíveis quanto o motivo pelo qual Deus os fez nascer.
-e agora, aquilo que deveria ter acontecido à muito tempo atrás!
Primeiro, estouraram os miolos da onomatopéia de gato, ou melhor, a mia.
Para surpresa de todos, menos dos NERDs, os pedaços no chão revelavam uma caixa craniana vazia.depois, esquartejaram o tal do giovani, e jogaram os pedaços para o povo, revoltado. Que só não reagiu porque temia pela vida de seus outros ídolos idiotas. depois injetaram uma droga que desenvolveram que fez a outra RBD inchar até ter uma parada cardíaca. Depois empalaram o outro gravata-froxa e por fim, enforcara o carinha restante com a sua gravatinha que de folgada ficara muito apertada em seu pescoço. Só pouparam mesmo a Roberta, que era muito gostosa e não podia morrer assim. O público não agüentou e ameaçou invadir o palco, mas tendo Roberta como refém, conseguiram controlar os energúmenos.logo os exércitos nerdiristas chegaram e batalharam ferozmente subjugando os energúmenos. Alguns se renderam e foram para os campos de doutrinamento dos nerds. Os que se recusaram aos NERDs foram detidos no estádio, que foi atingido por uma bomba lançada pelos NERDs logo depois.
Os NERDs marcharam triunfantes do plano até São Sebastião, e depois ficaram em uma praça discutindo assuntos científicos e filosóficos de seu interesse.
Hoje em dia, Roberta faz discípulos do nerdirismo no México, e ensina NERDas de todo o mundo a serem gostosas como ela.

A história dos nerds não acaba por aqui.

Devana Babu, o Magnânimo
General superior dos NERDs